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“Estado da Arte”: Pascal

 | 05/09/2016 |

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O programa Estado da Arte é produzido e apresentado por Marcelo Consentino, presidente do IFE e editor da revista Dicta & Contradicta. A cada edição três estudiosos põem em foco questões seminais da história da cultura, trazendo à pauta temas consagrados pela tradição humanista.
A seguir apresentamos a edição que foi ao ar em 16 de outubro de 2014.

Pascal

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“Quando considero a pequena duração da minha vida, absorvida na eternidade precedente e seguinte, o pequeno espaço que eu preencho, e mesmo que eu vejo, abismado na infinita imensidade dos espaços que me ignoram e que eu ignoro, eu me apavoro e me espanto”. Em 1662, o autor dessas palavras morria, aos 39 anos, já completamente debilitado para o trabalho, sem que, conforme o seu depoimento, desde os 20 anos tivesse vivido um único dia sem sofrimento. Mais conhecido à época por suas contribuições para a engenharia, tecnologia e urbanismo, sua obra prima permaneceria para sempre uma miscelânea inacabada de rascunhos e anotações.

Hoje, Blaise Pascal é um pensador canônico não só para a história da ciência, como também da filosofia e da teologia. Menino prodígio, místico e um dos maiores polímatas de todos os tempos, seusPensamentos reúnem, por vezes em um único fragmento, intuições ainda hoje fecundas para os campos da matemática, física, psicologia, pedagogia e sociologia, comunicadas no estilo caracteristicamente conciso e límpido que elevaria esse rematado frasista a uma posição única no panteão da literatura francesa.

Mas quem é o homem por trás de fórmulas lapidares como “o coração tem razões que a razão desconhece”, “o homem é um caniço pensante”, um “monstro incompreensível”, “juiz de todas as coisas, verme imbecil, depositário da verdade, cloaca de incertezas e erros, glória e escória do universo” ou ainda “o homem ultrapassa infinitamente o homem”? Seria ele um cético ou um fundamentalista? E como buscou conciliar suas duas grandes paixões pela precisão científica e pela ascese religiosa?

Convidados

– Andrei Venturini, doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor do Instituto Maria Mater Ecclasiae e da Casa do Saber, e autor de O Reino Nefasto do Amor Próprio em Pascal (no prelo).

– Ricardo Mantovani, doutorando e Mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo com a dissertação Limites Epistemológicos da Apologética de Blaise Pascal, tradutor e professor da rede pública de ensino.

– João Cortese, doutorando em filosofia pela Universidade de São Paulo, Mestre pela Universidade Paris VII com a dissertação Formas da Analogia em Pascal.

Referências
  • Blaise Pascal de Gérard Lebrun (Brasiliense).
  • Pascal et la Philosophie de V. Carraud (Presses universitaires de France).
  • O Pensamento Vivo de Pascal de François Mauriac (Martins Fontes).
  • O Homem Insuficiente. Comentários de Psicologia Pascaliana e Conhecimento na Desgraça. Ensaio da Epistemologia Pascaliana de Luiz Felipe Pondé (Edusp).
  • Christiches Bewustssein. Versuche uber Pascal de Romano Guardini (Jacob Hegner).
  • “Pascal” em In Our Time – BBC 4.
  • As Marcas do Sacrifício. A Possibilidade da História em Pascal de Luís César Oliva (Humanitas-USP).
  • “Pascal” em La Foi Prise au Mot.
  • Pascal et Leibniz. Étude sur Deux Types de Penseurs de Jean Guitton (Ed. Montaigne).
  • Do Reino Nefasto do Amor Próprio em Blaise Pascal de Andrei Venturini Martins (É Realizações – no prelo).
  • “Pascal” em Herrlichkeit. V. III: Laikale stile de Hans urs von Balthasar (Johannes Verlag).
  • “Blaise Pascal” na Stanford Encyclopedia of Philosophy.
  • “Blaise Pascal” na Enciclopedia Filosofica Bompiani.Blaise Pascal: Mathematician, Physicist, and Thinker about God de Donald Adamson (Macmillan).

Produção e apresentação
Marcelo Consentino

Produção técnica
Ariel Henrique e Julian Ludwig

Fonte: http://oestadodaarte.com.br/pascal/

Lançamento do 5º vol. de “História das Idéias Políticas” (Eric Voegelin)

 | 19/08/2016 |

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É Realizações Editora lança Religião e a Ascensão da Modernidadede Eric Voegelin

Chega às livrarias o quinto volume da série História das Ideias Políticas.

Religião e a Ascensão da Modernidade é uma obra de suma importância, não apenas por seu tratamento a pensadores e doutrinas influentes no século XVI, mas também pelo exame pormenorizado dessas experiências que formaram o panorama moderno.

Ao examinar a emergência da modernidade no âmbito dos debates filosóficos e políticos do século XVI, Religião e a Ascensão da Modernidade, volume V de História das Ideias Políticas, retoma a análise da “grande confusão” apresentada no volume IV da mesma coleção. Trata-se de um período controverso e revolucionário, que abrange uma gama de acontecimentos desencadeados pelas Noventa e Cinco Teses de Lutero.

Dos pensadores mais conhecidos aos menos estudados, esse volume apresenta figuras como Calvino, Althusius, Hooker, Bracciolini, Savonarola, Copérnico, Tycho de Brahe e Giordano Bruno. O autor dedica atenção considerável a Jean Bodin, apresentando-o como profeta de uma nova religião, em meio a desordem civilizacional da era pós-cristã. O presente volume foca em temas tradicionais como a monarquia, a teoria da guerra justa e a filosofia do direito, mas também investiga questões da astrologia, cosmologia e matemática.

Apesar da complexidade da época, a análise luminosa de Voegelin esclarece sua importância e sugere linhas de mudanças que convergem num ponto no futuro: a compreensão cristã medieval, de um cosmos fechado, criado divinamente, estava sendo substituída por uma nova forma de consciência humana moderna, que pressupunha o homem como a origem inerente do sentido do universo.

Sobre o autor

Eric Voegelin (1901-1985) foi um dos filósofos mais originais e influentes de nosso tempo. Nascido em Colônia, Alemanha, estudou na Universidade de Viena, onde depois tornou-se professor de Ciência Política na Faculdade de Direito. Em 1938, ele e sua esposa, fugindo de Hitler, emigraram para os Estados Unidos. Tornaram-se cidadãos americanos em 1944. Voegelin passou a maior parte de sua carreira na Universidade do Estado da Louisiana, na Universidade de Munique e no Instituto Hoover, na Universidade Stanford. Publicou muitos livros e mais de cem artigos.

Título: Religião e a Ascensão da Modernidade – História das Ideias Políticas V

Autor: Eric Voegelin

Tradução: Elpídio Mário Dantas Fonseca

Editora: É Realizações Editora

Preço: R$ 79,90

Nº de páginas: 368

 Para adquirir clique aqui.

Fonte: imprensa@erealizacoes.com.br

“Estado da Arte”: A Poética de Aristóteles

 | 15/07/2016 |

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O programa Estado da Arte é produzido e apresentado por Marcelo Consentino, presidente do IFE e editor da revista Dicta & Contradicta. A cada edição três estudiosos põem em foco questões seminais da história da cultura, trazendo à pauta temas consagrados pela tradição humanista.
A seguir apresentamos a edição que foi ao ar em 5 de dezembro de 2014.

A Poética de Aristóteles

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“Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”? Talvez. Mas entre as não sonhadas jamais houve uma que não tenha atraído o olhar e o tato de Aristóteles. Primeiro e maior sistematizador da história do pensamento, seu Corpus enciclopédico definiu a epistemologia que está na base dos currículos de ensino superior ao redor do mundo. E, como se não bastasse a teoria, nos deixou também a chave para a prática do saber. No comando de algumas das cabeças mais competentes da Grécia, formaria em seu Liceu o primeiro centro de pesquisa científica aplicada, antecipando o aparato de produção de dados das academias contemporâneas.

Curiosamente, dentre suas numerosas obras, poucas, ou talvez nenhuma, teria uma repercussão comparável à de sua pequena apostila de teoria literária. Desafiando o lugar comum de que gosto não se discute, a Poética apresenta uma análise criteriosa não só dos elementos que compõem a poesia, mas das qualidades que brilham na boa poesia. Para o historiador da literatura grega Albin Lesky, “uma história da Poética e dos seus influxos deveria representar uma parte importante da vida cultural do Ocidente e ser, ao mesmo tempo, a história de erros grandiosos”. Após um período de hibernação milenar, o opúsculo renasceria incompleto ao olhar dos humanistas modernos. Popularizado como um “manual” de composição dramática, se revelou crucial para a formação da ópera italiana e do teatro barroco e neoclássico, suscitando mais de uma polêmica literária literalmente “homérica”. E mesmo hoje, não poucos roteiristas de Hollywood recorrem às lições da Poética para aprimorar a sua arte. Assim – quer saibamos quer não – Aristóteles segue exercendo uma influência decisiva sobre o modo como concebemos nossas histórias, vivemos nossos dramas e experimentamos o horror e a beleza do mundo.

Convidados

– André Malta, professor de língua e literatura grega da Universidade de São Paulo.

– Vicente Sampaio, tradutor da Poética e pesquisador do departamento de filosofia da Universidade Estadual de Campinas.

– Fernando Gazoni, tradutor da Poética e professor de língua e literatura grega na Universidade Federal de São Paulo.

Referências
  • A Poética de Aristóteles, tradução e comentários de Fernando Gazoni (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-08012008-101252/pt-br.php).
  • Aristotle’s Poetics e The Aesthethics of Mimesis de Stephen Halliwell (Princenton).
  • “Aristotle’s Poetics” em In our time (http://www.bbc.co.uk/programmes/b00xw210).
  • A Poética de Aristóteles, tradução e comentários de Vicente Sampaio (Bamboo Editorial – no prelo).
  • “O método analítico e o método dialético na Poética de Aristóteles” de Fernando Gazoni nos Anais de Filosofia Clássica v. 2, 2008 (http://www.ifcs.ufrj.br/~afc/).
  • Principes de la tragédie: En marge de la poétique d’Aristote de Jean Racine (Nizet)
  • A Poética de Aristóteles. Mímese e Verossimilhança de Ligia Militz da Costa (Atica).
  • “Aristotle: Poetics” na Internet Encyclopedia of Philosophy (http://www.iep.utm.edu/aris-poe/).
  • Aristóteles em Nova Perspectiva de Olavo de Carvalho (Vide Editorial).
  • La Poétique d’Aristote com prefácio de T. Todorov e tradução e comentários de R. Dupont-Roc e J. Lallot (Seuil).
  • Aristotle’s Theory of Poetry and Fine Art de Samuel Butcher (https://archive.org/details/aristotlestheor00butcgoog).

Apresentação
Marcelo Consentino

Produção técnica
Echo’s Studio

Fonte: http://oestadodaarte.com.br/a-poetica-de-aristoteles/

Sobre o vício e a virtude (Plutarco)

 | 03/06/2016 |

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A virtude segundo uma escultura da Catedral de Sens (França), em gravura de Viollet-le-Duc (~1856).

A virtude segundo uma escultura da Catedral de Sens (França), em gravura de Viollet-le-Duc (~1856).

 

1. Parece que são as roupas que aquecem o homem, mas absolutamente nem o aquecem nem projetam calor – em si mesma, qualquer uma delas é fria, e por isso aqueles que ardem em febre ou se queimam ao sol trocam muitas vezes umas por outras -, senão é o calor que o homem produz por si próprio que a roupa, cobrindo o corpo, guarda e mantém, e não deixa que este calor do corpo volte a se dissipar.

Ora, no que concerne às ações humanas, esta mesma aparência engana a maioria: caso se cerquem de grandes casas ou reúnam grande quantidade de escravos e de riquezas, os homens crêem que viverão com alegria. Mas viver alegre e contente não lhe sobrevém de fora, senão que, ao contrário, o homem acrescenta prazer e alegria às coisas que o rodeiam, tirando-os como que da fonte do seu caráter.

Quando arde o fogo na lareira,
a casa é mais digna de ver,

a riqueza mais agradável, e mais ilustre o poder e a glória: porquanto a alegria vem da alma; donde, devido à facilidade e doçura de caráter, os homens suportam leve e brandamente a pobreza, o exílio e a velhice.

2.     Assim como os perfumes deixam olorosas vestes e roupas, enquanto o corpo de Anquises exalava malcheirosa secreção,

que ensopava o fino linho em suas costas, [1]

assim também, acompanhado de virtude, todo hábito ou tipo de vida é agradável e indolor – mas o vício, misturando-se às coisas que parecem ilustres, preciosas e veneráveis, torna-as sofríveis, nauseabundas e insuportáveis para quem as possui.

Julgam-no feliz na praça pública,
mas depois de entrar em casa é miserável:
manda em tudo a sua esposa, ordena, briga sempre [2].

Todavia, a ninguém que fosse um homem, não um pau-mandado, seria difícil livrar-se de uma mulher ruim; mas contra o próprio vício não há possibilidade de escrever uma carta de divórcio e assim abandonar de uma vez os próprios achaques e folgar, tornando-se auto-suficiente: o vício está sempre conosco em nossas entranhas, dia e noite acompanha-nos.

Consome sem tição e conduz a uma velhice precoce, [3]

sendo um péssimo companheiro de viagem por causa da sua presunção, dispendioso conviva por causa da gula, além de concubina insuportável, cortando e aniquilando o sono por meio de cuidados, preocupações e rivalidades. E então quem tenta dormir descansa e repousa apenas o corpo, enquanto sua alma, que vive de superstições, é toda terrores, agitações e pesadelos.

Quando adormeço e me arrebata a dor,
sou morto pelos pesadelos,[4]

diz alguém; e a um tal estado também dispõem a inveja, o medo, a ira, a intemperança.

Durante o dia, olhando para fora e tomando os outros como modelo, o vício fica envergonhado, oculta as paixões de que padece e não se entrega a todos os seus impulsos, mas amiúde lhes resiste e combate: porém em sonhos, fugindo ao bom-senso e às leis e ficando o mais distante possível da reverência e do temor, cogita todo desejo e desperta tendências malignas e libidinosas. “Ousa dormir com a própria mãe” (como diz Platão), leva à boca alimentos sacrílegos e não se abstém de ação alguma, deleitando-se em transgredir quanto possível por meio de imagens e visões que não terminam em nenhum prazer e realização do desejo, mas conseguem apenas agitar e exasperar suas paixões e perversões.

3.     Onde está, então, o prazer do vício, se em nenhum lugar há isenção de dores e cuidados, nem auto-suficiência, nem tranqüilidade, nem calma? Pois, com efeito, é o funcionamento equilibrado e saudável do corpo que dá lugar e origem aos prazeres da carne; mas é impossível que um prazer e alegria sólidos nasçam na alma se a confiança, o destemor e o arrojo não lhes abrirem como que um abrigo ou piscina natural, protegida das ondas – caso contrário, mesmo se alguma esperança ou alegria sorrir a essa alma, ei-la rapidamente -irrompendo nela um só cuidado, como uma borrasca no mar calmo – toda transtornada e demolida.

4.     Reúne ouro, junta dinheiro, edifica pavimentos, enche a casa de escravos e a cidade de devedores: mas se não aplainares o terreno das paixões da alma, nem contiveres teu desejo insaciável, nem te livrares de teus medos e cuidados, destilas vinho para quem tem febre, serves mel a quem sofre do fígado e preparas pratos e comidas para quem sofre de cólicas e disenteria; nenhum destes absorve esses alimento nem se fortifica, mas é ainda mais prejudicado por eles.

Não vês que os enfermos mal toleram e rejeitam as mais finas e caras iguarias, desculpando-se com os que lhas trazem e insistem em que comam? Depois, restabelecido o seu vigor, estando perfeita sua saúde, limpo o sangue e normal a temperatura, não vês que, já de pé, se comprazem e se alegram comendo um simples naco de pão com agrião e queijo?

É a razão que produz na alma uma tal disposição: serás auto-suficiente se aprenderes o que é o belo e bom; viverás na pobreza, e serás rei, e não terás menos felicidade numa vida pacata de homem privado do que se a levasses junto com cargos militares e civis. Se te entregares à sabedoria, não viverás sem prazer, mas aprenderás a viver alegremente em toda parte e com tudo o que se te deparar; regozijar-te-ás com a riqueza favorecendo muita gente, com a pobreza não tendo que gerir muitos bens, com a fama sendo um homem honrado, com a insignificância vivendo sem causar inveja.

Tradução a partir do original grego de Érico Nogueira, tendo por base a seguinte edição: Oeuvres Morales, Paris: Les Belles Lettres, v. 1, 2ª parte, 1989, págs. 250-3.

Plutarco nasceu em Queronéia, na Beócia, em 47 d.C., e morreu na mesma cidade em 120 d.C. Foi filósofo de inspiração platônica, amigo do imperador Trajano e dono de um estilo inconfundível. Sua obra se divide entre as Moralia, tratados de cunho moral entre os quais se inclui o que traduzimos aqui, e as Vidas Paralelas, biografias de varões ilustres, que contrapõem sempre um grego a um romano.

 


NOTAS:

[1] Verso de uma tragédia de Sófocles, hoje perdida.

[2] Citação de uma das comédias perdidas de Menandro.

[3] Hesíodo, Os trabalhos e os dias, v. 705.

[4] Citação de um poeta desconhecido, provavelmente da Comédia Nova.


Publicado originalmente na revista-livro do Instituto de Formação e Educação (IFE), Dicta&Contradicta, Edição nº 2, Dezembro de 2008. 

INSCRIÇÕES ATÉ HOJE, 10/05 | “NIETZSCHE – Pensador de Dualidades” | SEMINÁRIOS DE FILOSOFIA

 | 10/05/2016 |

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Nietzsche

Prezado(a) leitor,

Hoje, 10 de Maio, é o último dia para inscrição no seminário “NIETZSCHE – Pensador de Dualidades”. Não se trata de uma defesa de Nietzsche, que, como se sabe, é um filósofo de várias problemáticas. Mas por isso mesmo o seminário, para mostrar melhor quem foi, o que pensou e que conseqüências teve seu pensamento. Seguem abaixo informações:

 

SEMINÁRIOS DE FILOSOFIA

“NIETZSCHE

Pensador de Dualidades”

PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES ATÉ DIA 10/05*

«Nietzsche, Pensador de Dualidades»
*para quem começar a partir da segunda aula, será dado acesso à gravação da primeira aula (Introdução Geral).
Inscrevam-se pelo email lulio1232@gmail.com ou pelos telefones 11-3101-6785 ou 11 95134-6626
Local: LIVRARIA MARTINS FONTES AV. PAULISTA
6 encontros, às terças-feiras, das 19h15 ás 21h15
Dias 3, 10, 17, 24, 31/5 e dia 7/6/2016

O CURSO

Dentre as diversas abordagens ao pensamento de Nietzsche, uma das menos conhecidas é a que o investiga sob a perspectiva das dualidades, exposta em forma de livro em 2005 pelo filósofo espanhol Leonardo Polo (1926-2013). Esse enfoque se justifica porque, desse modo, 1) se destaca o seu repúdio ao platonismo, que valoriza a unidade em detrimento da dualidade; 2) se mostra que Nietzsche é um filósofo claramente pós-hegeliano, uma vez que o pós-hegelianismo se caracteriza sobretudo pela renúncia à síntese; 3) se tematiza a antropologia nietzschiana, ainda pouco estudada; 4) a crítica a Nietzsche se torna mais acessível e menos extremista; 5) não se dá atenção exclusiva à parte destrutiva do método nietzschiano, mas também e sobretudo à construtiva, e 6) se pode avaliar melhor a crítica de Nietzsche à representação e ao conhecimento objetivo.

PÚBLICO

O curso se destina a todos que se interessam por problemas filosóficos, em geral, e por antropologia filosófica, em particular. E, claro, a todos que amam ou odeiam esse tão falado quanto desconhecido filósofo alemão.

PROGRAMA

1 – PERFIL BIOBIBLIOGRÁFICO, A HERMENÉUTICA DA SUSPEITA
Antecedentes, A moral, O cristianismo, O idealismo

2 – A “PARS CONSTRUENS” DO MÉTODO NIETZSCHIANO, A VIDA E A VONTADE DE PODER

3 – O SUPER-HOMEM, O ETERNO RETORNO E O TEMPO
O instante, A eternidade

4 – O NIILISMO, A INSPIRAÇÃO E O SÍMBOLO

5 – A TOTALIDADE E A LUZ, A HIPERCRÍTICA

6 – A LIBERDADE, INTERPRETAÇÕES DE NIETZSCHE

PROFESSOR

Edson Gil leciona filosofia no nível superior há dez anos. Membro fundador do IBFCRL, estudou história na UFRJ, pedagogia na Alemanha e fez mestrado em filosofia na PUC-SP. Traduziu, entre outros livros, A escada dos fundos da filosofia e O café dos filósofos mortos.

DATAS E HORÁRIOS

Curso com 6 encontros de 2 horas-aula às terças-feiras das 19h15 às 21h15.

3 de maio, 10 de maio, 17 de maio, 24 de maio, 31 de maio e 7 de junho

INVESTIMENTO

R$ 200,00 à vista ou 3 parcelas de R$ 75,00 no cartão de crédito.

INSCRIÇÕES informe seu nome completo e telefone ao Sr. Marco Antonio pelo telefone 11 3101-6785 / 95134-6626 ou pelo email: lulio1232@gmail.com

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Local:
LIVRARIA MARTINS FONTES PAULISTA
Av. Paulista, 509 – Metrô Brigadeiro

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RAIMUNDO LÚLIO (RAMON LLULL)
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